
Notas dispersas. Móveis espalhados ao acaso. Vento dando de cara contra a parede. Luzes fragmentadas. Apenas restos de falas. As que consigo lembrar. Promessas. Por que perder seu tempo? Tua voz. Minha cabeça rodando. Recordações dos teus versos, dos teus gemidos, daquilo que pareceu, por um instante, ser o que eu viria a amar em você. Desperdício de intenções. Sobra de descuidos e inverdades. Tua camisa, emprestada em um dia de chuva. Jogada ao acaso sobre minha televisão. Não toco. Não consigo encostar. Te mando pelo correio? Rasgo em pedaços? Sem acessos de fúria. Teu tom, teu som, tuas marcas no meu violão. Apago fechando os olhos.
Noites despertas. Fantasmas nas sombras. Arrepios. Minha pele sentindo falta do teu calor. Meu estômago amargando teu excesso de mentiras. Meu corpo brigando entre te expulsar e sentir um resto de bem-querer.
Campainha soando. Torcendo para ser outra pessoa. Entristecendo por não ser você. Disse que ia ligar. Eu pedi para deixar pra lá. Você acreditou em mim quando gritei não te querer mais.
"coração, ainda vem me perguntar - que aconteceu?"
Noites despertas. Fantasmas nas sombras. Arrepios. Minha pele sentindo falta do teu calor. Meu estômago amargando teu excesso de mentiras. Meu corpo brigando entre te expulsar e sentir um resto de bem-querer.
Campainha soando. Torcendo para ser outra pessoa. Entristecendo por não ser você. Disse que ia ligar. Eu pedi para deixar pra lá. Você acreditou em mim quando gritei não te querer mais.
"coração, ainda vem me perguntar - que aconteceu?"




